terça-feira, 23 de julho de 2013

Minha prisão.

Estou voando livre
Dentro de uma gaiola espaçosa
Assoviando alto como um passarinho

Todos podem ouvir minha musica
Mas poucos podem compreendê-la

Muitos não conseguem ouvir os gritos de dor
Contido nos agudos dos assovios

Quem foi que disse que só se canta
Quando se está feliz?

Ter asas não importa muito quando se está preso
Ter asas não importa muito se você não puder voar
Ter asas nunca foi sinônimo de liberdade.

Sou prisioneira dos meus sentimentos
Sou prisioneira das minhas incertezas
Sou prisioneira da minha insegurança
Sou prisioneira dos meus hábitos
Sou prisioneira do meu corpo
Sou prisioneira de mim

2 comentários:

  1. Cara não consigo parar de ler esse poema, ele é muito bom!

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  2. Que melancolia e pessimismo profundos. Gostei da parte filosófica do poema, onde você diz que "Ter asas nunca foi sinônimo de liberdade".

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