quinta-feira, 30 de maio de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

Não me acorde

Me deixa, me deixa, me deixa aqui
Eu não quero levantar, não me acorde.
Eu não quero acordar!
Não para esta vida, não assim
Do jeito que estou, do jeito como tudo ficou.

Quando foi que escureceu e o gélido céu caiu?
Foi tão rápido, que quando me dei conta
Já estava sobre mim...
Um frio que gelou todo o meu corpo
Que sempre foi quente.

Mas me conta, já que me acordou
O que aconteceu? O que eu perdi?
Além dos porres que deixei de tomar
Além dos erros que não cometi
E das angústias que não sofri...

Me diz?

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Solitária(mente)

Mente barulhenta
O corpo já não
Reage mais
E da boca
Nada sai
Em volta
Tem gente
Mas a solidão 
É a companhia 
Pra onde eu vou
Ela também vai...

23-05-13 - She's lost control.

Ela pulou - Se jogou – Caiu...

Avistou o abismo que havia a sua frente e foi.
Encontrou-se, sem saídas. 
Acuada!
Perdida, quis sumir, 
De todos, de vez, de medo.
Foi corajosa?
Ou foi uma covarde?
Ela teve coragem
Mas foi uma tremenda covardona!!
É covardia não querer viver.
O que sentiu?
O que será passou pela sua cabeça?
Uma dor reprimida de anos,
Uma angústia,
A mais completa solidão.
Um ser, incompreendido
Cansado de tudo, de todos,
Da vida que levava – que leva.
Mas foi, sem medo
Ou com muito medo
E sem escolhas – achava ela.
Sem refúgio algum
Sem Deus.
Mas ela conhece Deus?
Que Deus?
Qual Deus?
Ela não pensou em ninguém
Não pensou em nada
Ou pensou em tudo
De uma vez só...
Acho que isso deu mais coragem,
Ou a encheu de medo.
Coitadinha, sozinha.
Ela se viu sem ninguém
Mas tinha alguém
Ou eu não sou ninguém?
Não pensou em mim...
“Só tem ninguém quando eu preciso de alguém”
Será que foi o que pensou?
Enfim, criou “coragem” e pulou – se jogou – caiu.
Ela foi
Ela quis ir
Ela escolheu por fazer
Mas não se foi
Felizmente, pra mim.
Mas e pra ela?
O que se passa em sua cabeça agora
Depois do (mal)feito
O que será?


terça-feira, 7 de maio de 2013

(ego)ísta


Estou no meio do fogo cruzado
Dentro do mar arredio
Estou na ventania 

No centro da desordem
No circo em chamas
Olhando a dor alheia

Mas eu não sinto nada
Nem dó
E nem piedade

Estou dentro da bolha
Da minha bolha
De estranhas euforias

Será egoísmo meu
Em meio ao caos
Esbanjar felicidade?