Eu quero vomitar
Não só o que bebi
Eu quero vomitar
O que guardo dentro de mim
Porque dói o estomago
E a cabeça também
E porque não cabe mais nada aqui
Eu quero vomitar
O que embarga a minha garganta
Eu quero vomitar
O que eu não consigo engolir.
sábado, 23 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Senhor Ninguém
O ébrio, alucinado,
dá um passo para frente e dois passos para trás
sempre mais distante, sempre mais profundo
andando descalço em uma trilha de pedras soltas
trôpego, segurando a cabeça para que não caia sobre os pés cansados
que o mantém de pé
nunca sabe aonde pisa, nunca sabe aonde entra
diz que não importa aonde vai chegar
contanto que nunca chegue a lugar nenhum
contando que nunca tenha que parar de caminhar
não tem mais medo de pisar em pedras pontiagudas
não sente mais a dor como sentia antes
está anestesiado, está calejado...
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