Ela pulou - Se jogou –
Caiu...
Avistou o abismo que
havia a sua frente e foi.
Encontrou-se, sem saídas.
Acuada!
Perdida, quis sumir,
De todos, de vez, de
medo.
Foi corajosa?
Ou foi uma covarde?
Ela teve coragem
Mas foi uma tremenda covardona!!
É covardia não querer
viver.
O que sentiu?
O que será passou pela
sua cabeça?
Uma dor reprimida de
anos,
Uma angústia,
A mais completa solidão.
Um ser, incompreendido
Cansado de tudo, de
todos,
Da vida que levava – que
leva.
Mas foi, sem medo
Ou com muito medo
E sem escolhas – achava
ela.
Sem refúgio algum
Sem Deus.
Mas ela conhece Deus?
Que Deus?
Qual Deus?
Ela não pensou em ninguém
Não pensou em nada
Ou pensou em tudo
De uma vez só...
Acho que isso deu mais
coragem,
Ou a encheu de medo.
Coitadinha, sozinha.
Ela se viu sem ninguém
Mas tinha alguém
Ou eu não sou ninguém?
Não pensou em mim...
“Só tem ninguém quando eu
preciso de alguém”
Será que foi o que
pensou?
Enfim, criou “coragem” e
pulou – se jogou – caiu.
Ela foi
Ela quis ir
Ela escolheu por fazer
Mas não se foi
Felizmente, pra mim.
Mas e pra ela?
O que se passa em sua
cabeça agora
Depois do (mal)feito
O que será?
O que será?
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